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Elas Também Estiveram Lá

Teatro

Sala de Visionamento do Edifício da Rank Filmes/Cinema São Jorge

Obter Direcções

13 — 21 Abr - 2018
Friday to saturday

Ver Sessões

13, 17, 18, 19 e 20 de abril – 21h
14, 15 e 21 de abril – 19h

Crédito: Espólio A. A. Costa

Sala de Visionamento do Edifício da Rank Filmes/Cinema São Jorge

Obter Direcções

13 — 21 Abr - 2018
Friday to saturday

Ver Sessões

13, 17, 18, 19 e 20 de abril – 21h
14, 15 e 21 de abril – 19h

Entrada livre limitada à lotação do espaço (21 PAX por sessão). Levantamento obrigatório de bilhete no dia do espetáculo, na bilheteira do Cinema São Jorge

Texto e direção: Joana Craveiro (artista residente do Teatro Viriato); Interpretação: Ainhoa Vidal, Inês Rosado, Joana Craveiro, Joana Margarida Lis, Tânia Guerreiro, Vera Bibi; Participação Especial: três mulheres com uma história singular; Figurinos: Ainhoa Vidal; Desenho de Luz: João Cachulo; Produção: Cláudia Teixeira; Assistência de Produção: Mafalda Rôla; Estagiários ESAD: Joana Margarida Lis, João Diogo Ferreira e Vera Bibi; Co-Produção: Teatro do Vestido e EGEAC (Cinema São Jorge e Programação em Espaço Público).O Teatro do Vestido é uma estrutura financiada pela República Portuguesa / Ministério da Cultura / Direção Geral das Artes

Classificação etária: a classificar pela CCE

Quotidianos de Resistência e de Revolução de Mulheres

Um percurso que começa na Avenida da Liberdade, atravessa uma porta, sobe um lance de escadas, e desemboca numa antiga sala de visionamento prévio, acompanhado por testemunhos de mulheres acerca da sua vivência durante a ditadura do Estado Novo, o dia 25 de abril de 1974 e o processo revolucionário que se lhe seguiu.

Arredadas da história, pelo menos das narrativas históricas dominantes, as mulheres portuguesas têm contudo muito a dizer sobre a repressão, a censura, o machismo e o sexismo vigentes ao longo do século XX, nomeadamente durante a ditadura portuguesa, onde o mote de ‘a cada um o seu lugar’ as relegava para lugares afastados da esfera pública, sujeitas ao domínio dos maridos, numa sociedade profundamente conservadora e patriarcal.

Mesmo dos relatos do dia 25 de abril, as mulheres também não constam, dominados que são por narrativas masculinas heroicas, militares e políticas. No processo revolucionário que ensaiou novas formas de organização e ação política, não sabemos onde estavam, ou em que livros de história se fixaram, mas vemo-las nas fotografias de manifestações, nos filmes e documentários da época. Quisemos ir resgatar essas vozes perdidas, anónimas, mas, não obstante, participantes em tudo isso e assim dar conta de uma multiplicidade de retratos da mulher portuguesa, que são também um espelho do presente, ou de como chegámos até aqui.

Construído para um emblemático espaço, e para a zona exterior circundante, esta é uma criação do Teatro do Vestido profundamente ancorada nas memórias da própria cidade, resgatando do esquecimento parte do nosso passado coletivo.