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Festival Política

Rua Garrett e Cinema São Jorge

Este evento já decorreu
20 — 22 Abr - 2017

© DR
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Rua Garrett e Cinema São Jorge

Este evento já decorreu
20 — 22 Abr - 2017

*Ações com tradução simultânea para linguagem gestual

Ideia de Bárbara Rosa e Rui Oliveira Marques; Co-Produção: EGEAC & Produtores Associados; Apoios: APS – Associação Portuguesa de Surdos- Língua Gestual Portuguesa; World Academy; Museu da Presidência; Media Partners: RTP3 e Antena1

A 25 de abril de 1975 o sufrágio em Portugal viveu o seu momento áureo. Passado um ano da Revolução dos cravos, nas primeiras eleições livres da democracia moderna portuguesa, cerca de 92% dos 6,2 milhões de eleitores recenseados acorreram às urnas. Não mais voltou a existir uma participação tão elevada em eleições nacionais. Ao longo dos anos os números da abstenção foram aumentando e hoje confrontamo-nos, a cada sufrágio, com o desinteresse, a desesperança e a falta de participação da sociedade.
Por esse motivo, propomos um festival diferente do habitual: durante dois dias, no Cinema São Jorge, refletimos sobre as razões da falta de participação democrática através de debates, workshops, conversas e cinema.

Abrimos as hostilidades com poesia: Nuno Moura, da editora Douda Correria, declama poesia política na Rua Garrett, dia 20 de abril às 18h30, relembrando a força que as palavras têm. O local não é aleatório: a Rua Garrett é ponto de passagem obrigatório da cultura lisboeta. Ligando o Largo do Chiado e a Rua do Carmo, nas suas imediações encontramos o Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro São Luiz e o Teatro da Trindade, bem como as mais famosas livrarias da cidade – a primeira Livraria Bertrand, fundada em 1732, o Grémio Literário do Chiado, ou ainda o centenário Café A Brasileira, onde se reuniam grandes vultos da cultura portuguesa do século XX.

 

21 abril

17h30
Como combater a Abstenção - Debate*
debate
60’; Sala 2

Nesta conversa, académicos, um músico e uma jornalista analisam os dados da abstenção em Portugal e propõem caminhos para colocar o tema na agenda política.

Moderador: Fernando Alvim; Oradores: Tiago Fernandes (professor auxiliar do Departamento de Estudos Políticos da FCSH); Marina Costa Lobo (politóloga, investigadora do Instituto de Ciências Sociais); Hélio Morais (músico co-fundador dos Linda Martini e dos PAUS); Maria Flor Pedroso (editora de política da Antena 1)

 

18h
"Ressurgentes"
filme de Dácia Ibiapina,
Brasil, 2015, 75'; Sala 3

O filme acompanha os movimentos sociais de Brasília, entre 2005 e 2013: Movimento Passe Livre  (por um transporte gratuito e de qualidade), Fora Arruda e Máfia (contra o governador José Arruda) e Santuário Não se Move (contra a criação de um bairro em território indígena).

 

18h30
Cara a Cara com deputados
Piso 1 

Propomos um encontro frente a frente entre os cidadãos e deputados eleitos de todas as bancadas parlamentares. Durante cinco minutos, os participantes inscritos poderão conversar com cada um dos sete deputados.

Os deputados presentes são Mariana Mortágua (Bloco de esquerda), André Silva (PAN), Rita Rato (PCP); Heloísa Apolónia (PEV), Ana Rita Bessa (PP), Isabel Moreira (PS); Sérgio Azevedo (PSD). Inscrição via festivalpolitica@gmail.com (inscrição limitada a 12 pessoas por deputado)

19h30
O voto obrigatório é uma solução?
O caso brasileiro*

conversa
60’; Sala 2 

Sendo o voto um direito, deve ser, em simultâneo, um dever? O voto obrigatório aumenta a participação dos cidadãos na vida política? O crescimento da abstenção é sinal de que é preciso criar mecanismos que levem um maior número de eleitores para as urnas de voto? Ou o voto facultativo melhora a qualidade do ato eleitoral pela participação de eleitores, na sua maioria, conscientes e motivados? Não será antes o voto facultativo a aplicação plena de um direito e da liberdade de expressão? Estas e outras questões sobre a participação dos cidadãos nas eleições serão debatidas, tendo como caso de estudo o modelo brasileiro.

21h15
"Techo y Comida",
filme de Juan Miguel de Castillo
Espanha, 2015, 93’; Sala 3

Em estreia nacional, um filme dramático e honesto sobre uma mãe solteira e desempregada, que se debate com graves problemas financeiros. Com medo de perder a tutela maternal do pequeno Adrián, de 8 anos, tenta proporcionar-lhe uma vida normal. Até que o dono da casa onde vive, perante a falta de pagamento da renda, quer avançar com uma ação de despejo. O filme e a protagonista, a atriz Natalia de Molina, foram premiados em vários festivais de cinema espanhóis.

 

22 abril

10h à 11h30
Como se faz uma bandeira
Atelier Infantil
Sala 2

Dar a conhecer aos mais novos os símbolos nacionais, a bandeira e o hino, a sua história e significados, são os principais objetivos desta oficina que pretende ainda motivar uma reflexão em torno da identidade nacional e, em simultâneo, da identidade pessoal. Atelier dinamizado pelo Serviço Educativo do Museu da Presidência da República

Grupo-alvo: 6 a 12 anos; máximo 25 crianças/ Inscrição via festivalpolitica@gmail.com

12h15 às 13h
Nha Casa, Nha Bairro (Como se constrói o futuro?)
Teatro Infantil
40’; m/4; SALA 2

Esta peça é o resultado de um conjunto de improvisações feitas por crianças de territórios sensíveis do concelho de Loures e crianças de lugares que dizemos mais seguros. Juntas responderam ao desafio “qual é o teu lugar mais bonito?”.

Produção: Teatro Ibisco

15h
Abstenção de 0 a 25
Iniciativa Artística
curadoria Jorge Matos/ Zurrumurru
Foyer

Sendo a Abstenção o tema do Festival Política e que se realiza nas vésperas do 25 de Abril, cinco autores vão conceber, cada um, uma peça serigráfica sobre o impacto da abstenção na vida política portuguesa. Estas peças serão impressas e vendidas no local.

Participam André da Loba, Carolina Maria, Miguel Januário (mais menos), Sara Maia e Alberto Faria.

15h
Como juntar pessoas à volta da informação pública*
Workshop Civic Tech
Ana Isabel Carvalho e Ricardo Lafuente
45’; Sala 2

O termo “civic tech” tem tido um grande foco nos últimos anos, descrevendo esforços da sociedade civil de apontar questões sociais e delinear soluções para elas, de forma aberta e colaborativa. Os encontros “Date With Data” no Porto têm sido um exemplo de espaço cívico para desenvolver em conjunto essas soluções e que pela primeira vez se realizam em Lisboa.

15h30
“Democracia na onda dos dados”
Filme de Daniel Bernet
Alemanha,2015, 100’; Sala 3

Um documentário surpreendente sobre o processo legislativo nos bastidores da União Europeia. Uma história fascinante e explosiva sobre um grupo de políticos que tentam proteger a sociedade digital dos perigos dos megadados e da vigilância maciça.

16h
A importância da transparência/ como aceder à informação pública *
Workshop
com Bárbara Rosa
Sala 2; 45’

Qual é a relação entre transparência governativa e qualidade de vida dos cidadãos? O que é que cada um de nós pode fazer para transformar a cultura do segredo em cultura do acesso? Estas perguntas vão guiar uma apresentação que pretende converter os cidadãos em atores desta democracia que está cansada dos meros espectadores.

16h30 às 20h
Mini Hackathon
Foyer

A mini-hackathon seguirá o modelo dos encontros “Date With Data”, onde se valorizam as mãos na massa, o uso de fontes públicas de informação e a partilha de conhecimentos. A ênfase do evento será prática, mas não é preciso qualquer especialização técnica para participar – apenas vontade e um computador portátil.

Limitado a 20 participantes | Inscrição via festivalpolitica@gmail.com

17h
Democracia adicta – os vícios da governação *
Workshop
com João Paulo Batalha, presidente da TIAC – Transparência e Intergridade, Associação Cívica
45’

«Em teoria, não existe diferença entre a teoria e a prática. Na prática, existe!». Esta velha frase anónima é a diferença entre a democracia que queremos e a democracia que temos. Neste workshop, o presidente da Transparência e Integridade, Associação Cívica, João Paulo Batalha, vai falar dos pecados de ação dos eleitos e dos pecados de omissão dos eleitores. A temida palavra C – corrupção – não é o tema central mas vai andar por aí.

17h30
“Aristides de Sousa Mendes – un hombre bueno”
Filme de Victor Lopes
+ conversa com realizador
Argentina, 2017, 60’; SALA 3

Na tela conta-se a história de sete dias na vida do cônsul português na cidade francesa de Bordéus que, entre 16 e 23 de Junho de 1940, assinou cerca de 30 mil vistos que permitiram a muitas famílias de origem judia abandonar França tomada pelos nazis. Os salvo-condutos abriram a porta à entrada em Portugal e, para muitos, a viagem até ao outro lado do Atlântico, para longe do Holocausto. Estreia europeia.

18h
“Qual é o papel do jornalismo independente na democracia?”
Debate
Curadoria: É Apenas Fumaça
Sala 2

O que é os media mainstream não nos contam? Vamos juntar na mesma mesa quatro projetos de jornalismo independente, para analisar o papel do jornalismo na construção da democracia.

Participam Pedro Santos (É Apenas Fumaça), Carla Fernandes (Rádio Afrolis), Diogo Cardoso (Divergente)