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Sinfonias Urbanas – Ciclo de Cinema ao Ar Livre com Filipe Raposo

Cinema

Castelo de São Jorge

Obter Direcções

18 — 26 Jun - 2021
Sexta e sábado

"Lisboa, Crónica Anedótica", de Leitão de Barros
"O Homem da Câmara de Filmar", de Dziga Vertov
"As Aventuras do Príncipe Achmed", de Lotte Reiniger
"Tempos Modernos", de Charlie Chaplin

Castelo de São Jorge

Obter Direcções

18 — 26 Jun - 2021
Sexta e sábado

Produção Executiva: Alzira Arouca (Piano Piano Produções)

Direção Técnica: Cândido Esteves (CEPA Produções Audiovisuais)

Aluguer e afinação de pianos: Afonso Wallenstein (Ébano e Marfim)

Agradecimentos: Cinemateca Portuguesa / ANIM

Apoio: FES Cultura – Projetos da Câmara de Lisboa

Iniciativa: EGEAC/ Programação em Espaço Público e Castelo de São Jorge

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço, com levantamento do bilhete no próprio dia, até 15 minutos antes do início da sessão

M/12

O Castelo de São Jorge, o monumento mais emblemático da cidade de Lisboa, transforma-se numa sala de cinema ao ar livre, para receber um ciclo de cineconcertos com Filipe Raposo ao piano.    

Depois de ter habituado o seu piano a conviver com as imagens do cinema mudo em sessões da Cinemateca Portuguesa, Filipe Raposo junta agora música original a quatro títulos fundamentais da sétima arte. O cinema, ou o cinema mudo, raramente foi silencioso: era comum que os visionamentos fossem feitos com acompanhamento de música ao vivo, nos seus mais diversos formatos. Essa relação traduz-se igualmente no subgénero das “sinfonias urbanas”. A partir dos anos 1920, são vários os filmes que, em jeito de homenagem, têm como protagonistas as metrópoles e os seus habitantes. Lisboa não foi exceção: a primeira longa-metragem de Leitão de Barros “Lisboa, crónica anedótica” (1930) é um filme que combina influências estéticas e tradições artísticas distintas, como as vanguardas cinematográficas europeias.
O Castelo de São Jorge é o palco ideal para estes cine-concertos, já que é um lugar privilegiado para escutar a cidade e os seus sons. Aqui, ouviremos vozes do passado, tornadas presentes pelos filmes e pelas composições de Filipe Raposo.

 

18 de junho

20h30

Lisboa, Crónica Anedótica (1930)

de Leitão de Barros

Duração 120’

A primeira longa-metragem de Leitão de Barros é um filme extraordinário que combina influências estéticas e tradições artísticas tão diferentes como as vanguardas cinematográficas europeias, a reportagem jornalística ou o teatro de revista. Promovida à época da sua estreia não só como um “documentário”, mas também como uma “crónica”, ‘Lisboa, Crónica Anedótica’ tem uma estrutura híbrida que confundiu críticos e a remeteu para um lugar secundário tanto na carreira de Leitão de Barros na história do cinema mudo português.

Se virmos ‘Lisboa, Crónica Anedótica’ como o resultado da intersecção destas áreas interpretaremos melhor não só a sua diversidade formal (entre o documentário e a ficção, entre o registo da modernidade e o elogio da tradição), mas também a sua construção episódica (entre o sketch teatral e a fotorreportagem temática) e a sua estrutura flexível (desdobrando-se em versões adaptadas a cada público: lisboeta, português ou estrangeiro) — isto é, tudo aquilo que faz dela uma obra especialmente importante e reveladora sobre a cultura portuguesa no final dos anos de 1920.

 

 

19 de junho

21h00

O Homem da Câmara de Filmar (1929)

de Dziga Vertov

Duração 80’

Vertov anunciou o seu filme da seguinte forma: “É uma experiência de transposição cinematográfica de fenómenos visíveis, sem intertítulos, sem cenários, sem estúdio. Este trabalho experimental prossegue a criação de uma linguagem cinematográfica absoluta, autenticamente internacional, fundada na total separação com a linguagem do teatro e da literatura”. Tal como é indicado, no filme é possível reconhecer as influências das várias vanguardas artísticas nas diretrizes que o realizador procura para o seu trabalho, anterior e posterior a este objeto, — a procura do real e o afastamento da ficção.

Em ‘O Homem da Câmara de Filmar’, Vertov apresenta-nos duas camadas distintas: acompanhamos um homem com a sua câmara pelas ruas das cidades e simultaneamente vemos aquilo que por ele é filmado. Ao mesmo tempo temos dois planos de intimidade, tanto nos é dado a ver a ebulição industrial da época, como o quotidiano pessoal e privado.

É uma obra metalinguística que observa o próprio universo do Cinema (e consequentemente da fotografia), e tem na montagem o principal cúmplice para a exploração do movimento dos planos e do movimento da cidade que o rodeia.

 

25 de junho

21h00

As Aventuras do Príncipe Achmed (1926)

de Lotte Reiniger

Duração 81’

Foram necessários três anos, entre 1923 e 1926, para que a primeira longa-metragem de animação ficasse concluída. Este maravilhoso filme de Reiniger consegue combinar harmoniosamente episódios de comédia com batalhas sangrentas, personagens apaixonados e criaturas sinistras. A narrativa do filme é inspirada em várias histórias do livro As Mil e Uma Noites. O filme conta a história de um feiticeiro perverso que engana o Príncipe Achmed montando-o num cavalo voador, dando assim início a uma série de aventuras.

 

26 de junho

21h00

Tempos Modernos (1936)

de Charlie Chaplin

Duração 89’

‘Tempos Modernos’ foi o último filme mudo (ou melhor, quase mudo) que assinalou a passagem da obra de C. Chaplin para o cinema sonoro. Pela primeira vez, ouviríamos a sua voz a cantar acompanhada por uma orquestra de câmara, num tom humorístico.

Apesar de não ser classificado como “Sinfonia Urbana”, enquadra-se no cinema que representou a vida nas grandes cidades industrializadas, criticando a desumanização da mão de obra na indústria mecânica e dos conflitos laborais. Foi censurado na Alemanha, Áustria e Itália pelas ideias comunistas.

Uma irresistível crítica à desumanização e à luta de classes, na clássica errância (Charlot mendigo) em busca do amor. Deixemo-nos inspirar pelo sorriso contagiante e pela mensagem síntese da sua obra: “Smile! C’mon!”

 

 

 

Outros Eventos

Música Formações Extraordinárias – Sond’Ar-te Electric Ensemble Oculto da Ajuda 19h30
Literatura Ecotemporâneos com Patrícia Portela Jardim da Quinta Alegre (Palácio do Marquês de Alegrete) 11h30
Performance Lisboa Mistura Museu de Lisboa - Palácio Pimenta Vários horários
Teatro Aquilo que ouvíamos LuxFrágil 20h00
Famílias Trezena de Santo António Museu de Lisboa - Santo António e outros locais Vários horários